Materiais de apoio ao ensino da leitura, de acesso livre e gratuito, para pais, professores e todos os que se interessem pelo tema.
Resiliência na leitura: como o vocabulário e a compreensão auditiva compensam as dificuldades da dislexia
Os adolescentes com dislexia enfrentam frequentemente dificuldades na compreensão da leitura, a par de défices na fluência. No entanto, apesar destes défices, alguns destes adolescentes conseguem atingir níveis de compreensão adequados, fenómeno designado por resiliência na compreensão da leitura. O estudo de Lefèvre e colaboradores (2025) procurou perceber de que forma o vocabulário, a compreensão auditiva e o nível socioeconómico contribuem para essa resiliência em adolescentes com dislexia, oriundos de contextos desfavorecidos. Participaram 95 alunos, do 9.º ao 11.º ano de escolaridade, e os resultados da investigação estão publicados no artigo «Reading comprehension resiliency in adolescents with and without dyslexia relates to vocabulary, listening comprehension and socioeconomic status» da revista Learning and Instruction.
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Preditores cognitivos e familiares da aprendizagem precoce de leitura e matemática
As crianças iniciam a escola com diferenças consideráveis nas habilidades académicas iniciais, especialmente na leitura e na matemática. Kapteijns e colaboradores analisaram os factores que influenciam o desenvolvimento precoce da leitura e da matemática numa amostra de 222 crianças do jardim de infância. Os resultados deste estudo estão reportados no artigo «Cognitive and home predictors of precocious reading and math before formal education», publicado em 2025 na revista Journal of Experimental Child Psychology.
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Preditores cognitivos da linguagem, leitura e matemática no 1.º ciclo do ensino básico
A investigação tem mostrado que alguns preditores cognitivos precoces da linguagem, leitura e matemática se influenciam mutuamente. Numa amostra de 563 alunos, Pham e colaboradores (2025) investigaram se estes preditores conseguiriam prever o desempenho nestes domínios no 1.º e 2.º anos de escolaridade. Os resultados deste estudo estão reportados no artigo «Early cognitive predictors of language, literacy, and mathematics outcomes in the primary grades», publicado em 2025 na revista Early Childhood Research Quarterly.
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Mostrar ou dizer? Melhorar a ortografia de palavras baseadas em regras através de prática explícita ou implícita
Apesar do ensino das regras ortográficas, as crianças cometem erros de escrita que requerem treino para a sua superação. A prática explícita (ensino directo das regras) e a prática implícita (exposição às palavras escritas correctamente) constituem duas das estratégias de treino possíveis. Num estudo publicado na revista Scientific Studies of Reading, de 2024, van den Boer e de Bree analisaram se a prática, explícita ou implícita, adicional à sala de aula ajuda a diminuir o número de erros ortográficos em palavras baseadas em regras, numa amostra de alunos do 2.º ano de escolaridade.
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As dificuldades iniciais de aprendizagem da leitura e escrita podem afectar a saúde mental das crianças: resultados de um estudo longitudinal
Uma proporção considerável de crianças do ensino básico enfrenta desafios relevantes na aprendizagem de leitura e escrita. Tais dificuldades são um fator de risco não apenas para o seu sucesso académico, como também para a sua saúde mental. Kargiotidis e Manolitsis analisaram a relação entre dificuldades de aprendizagem de leitura e escrita nos 2.º e 3.º anos de escolaridade e a presença de sintomas de ansiedade social e de ansiedade generalizada no 5.º ano. Os resultados deste estudo estão publicados no artigo «Are children with early literacy difficulties at risk for anxiety disorders in late childhood?», publicado em 2024 na revista Annals of Dyslexia.
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Célia Oliveira