As cookies são importantes para o correto funcionamento deste site e são usadas para melhorar a sua experiência. Clique em OK para as aceitar e avançar ou consulte a nossa política de privacidade para ver a descrição detalhada do tipo de cookies que usamos.

OK
pt en

Última atualização a 4 de março de 2021

De acordo com os dados apurados pelo INE no âmbito do Inquérito ao Emprego (divulgados no passado dia 10 de fevereiro), a percentagem da população de 30 a 34 anos, residente em Portugal, com um diploma de ensino superior atingiu os 39,6%. Portugal não atingiu a meta Europeia, mas ficou muito perto.

Desde 2011, Portugal teve um acréscimo de 12,9 pontos na percentagem de jovens adultos com o diploma do ensino superior. A evolução deste indicador em Portugal tem sido irregular nos últimos anos. Por um lado, a participação crescente no ensino superior reflete-se no indicador. Por outro, este é afetado pelos movimentos migratórios. No último decénio, tivemos uma emigração jovem significativa e, pela primeira vez, esta emigração foi análoga para jovens qualificados e não qualificados.

Entre 2019 e 2020, houve o aumento pronunciado na percentagem de jovens dos 30 aos 34 anos com o ensino superior (3,4 pontos percentuais). Ora, de acordo com o relatório “Diplomados com o Ensino Superior: População dos 30 aos 34 anos - dados e projeções” da DGEEC, se se considerar apenas o total de diplomados pelas instituições de ensino superior Portuguesas que em 2020 tinham entre 30 e 34 anos, o seu peso na população residente é de 35%, pelo que o valor agora divulgado é algo inesperado.

Considerando o crescimento nas várias regiões portuguesas, verifica-se que entre 2019 e 2020 apenas na região centro houve um decréscimo na percentagem de jovens com um diploma de ensino superior. Por outro lado, o aumento mais elevado entre 2019 e 2020 verificou-se na área Metropolitana de Lisboa, em que a percentagem de população que completou o ensino superior atingiu os 49,6. Este aumento de 9,4% no último ano nesta região bem como a alteração no método de recolha de dados do INE em 2020 (INE, 2020: INEWS - Estatísticas Oficiais em Tempos de Covid-19) podem ter contribuído para que o valor deste indicador em Portugal em 2020 tenha tido um acréscimo tão pronunciado.

Ainda não há dados de 2020 disponibilizados no Eurostat para os diversos países da União Europeia mas os dados até 2019 mostram que a meta foi alcançada nesse ano (40,2%). Os países com as percentagens mais elevadas (em 2019) são o Chipre, Lituânia, Luxemburgo, Irlanda e Suécia. Por sua vez, os países que estão longe de atingir a meta europeia são a Roménia, Itália e Bulgária (dados de 2019).

De acordo com a OCDE (Education at a Glance 2020), Portugal tem mais licenciados jovens do que a Espanha, a França ou a Alemanha. Na comparação com estes nossos vizinhos, o atraso está na pequena expressão dos diplomados por cursos curtos (de Técnico Superior Profissional, TeSP) e na formação profissional da tradição germânica.

Esta comparação com alguns dos nossos parceiros, sugere que deveria ser dada grande atenção aos perfis educativos mais profissionalizantes ao nível básico e secundário, mas também ao nível superior. Em Portugal, o impacto estatístico dos cursos de TeSP ainda não se faz sentir por serem de criação recente (2014) e serem frequentados maioritariamente por estudantes muito jovens. A exemplo de outros países, é de esperar que estes cursos venham também a ser relevantes para pessoas mais velhas que queiram reorientar a sua carreira profissional.

Receba as nossas novidades e alertas

Acompanhe todas as novidades.
Subscrever