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A Direção Geral de Estatísticas da Educação e Ciência estima que 52 mil professores se reformem até 2030. Só no ano passado, reformaram-se cerca de 2 mil – registando-se o número mais elevado num só ano letivo, desde 2013. Isto significa que será preciso contratar 34,5 mil profissionais até ao final da década, para assegurar que não haverá falta de professores nas escolas. No primeiro episódio do Educar tem Ciência, Nuno Crato e Pedro Freitas discutem o tema da falta de professores, à luz da melhor informação científica.

COM:

Nuno Crato é professor desde 1980. Lecionou no Ensino Secundário e no Instituto Superior de Economia e Gestão, em Lisboa, onde atualmente é catedrático de Matemática e Estatística.

Foi professor e investigador nos Estados Unidos da América, onde trabalhou mais de uma década, e no Centro de Investigação Comunitário JRC, em Itália. Foi ministro da Educação e Ciência entre 2011 e 2015. Durante o seu mandato, a escolaridade obrigatória foi prolongada até ao 12.º ano, o Inglês foi introduzido como disciplina obrigatória do 3.º ao 9.º ano, e o abandono escolar reduziu para metade. Em 2015 Portugal obteve os seus melhores resultados internacionais de sempre, tendo ultrapassado países habitualmente muito bem colocados (como a Finlândia) no TIMSS em Matemática do 4º ano. Tem pugnado por um ensino exigente e rigoroso como forma de fornecer oportunidades de sucesso a todos.  

Pedro Freitas é doutorado em Economia na Nova School of Business and Economics (Nova SBE). É, atualmente, investigador associado do What Works Hub for Global Education da Universidade de Oxford e do Centro de Economia da Educação da Nova SBE. A sua investigação foca-se em tópicos de Economia da Educação e Capital Humano, tais como o impacto do professor nas aprendizagens dos alunos, necessidades de recrutamento de docentes e métodos de avaliação. É autor do livro «Economia da Educação: um olhar sobre o sistema de ensino português».

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