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Um grupo de psicólogos e neurocientistas ingleses acaba de publicar os resultados de uma experiência singular. Criaram palavras novas, escritas com símbolos inventados, e ensinaram um grupo de voluntários adultos a ler, utilizando dois métodos distintos.

Com este curioso tipo de experiências, praticadas sob diversas formas já há alguns tempos, os investigadores têm tentado reproduzir situações semelhantes às que as crianças encontram quando começam a aprender a ler. Uma vez que experiências com crianças nesta fase inicial da leitura levantariam problemas éticos, os investigadores recorrem a experiências com adultos. E uma vez que esses adultos já sabem ler, recorrem a palavras e símbolos inventados para comparar os métodos de ensino.

Num dos métodos ensaiados, que classificaram como aprendizagem pela descoberta (discovery learning), inseriram metade dos voluntários em sessões de treino em que a leitura era praticada através de contacto com os símbolos gráficos e com a linguagem falada, e em que os participantes iam descobrindo eles próprios a correspondência entre os símbolos, as palavras e o seu significado.

No segundo método, que classificaram como de ensino explícito (explicit instruction), os voluntários receberam previamente uma breve informação direta sobre as correspondências e seguiram depois as sessões práticas.

A experiência decorreu ao longo de 10 dias, com sessões intensas de leitura acompanhada. As tarefas e os participantes, todos eles adultos, foram distribuídos de acordo com um desenho estatístico apropriado. Nos testes finais, revelou-se que ambos os grupos de voluntários progrediram na leitura e compreensão. Mas o grupo que recebeu a breve informação direta inicial atingiu um nível de domínio da leitura e compreensão das palavras novas muito mais elevado. A diferença é tal que, no grupo que praticou a aprendizagem pela descoberta, apenas um quarto dos elementos atingiu o nível médio alcançado no primeiro grupo.

Segundo os autores do estudo, estes resultados têm implicações para o ensino da leitura, pois sugerem que o ensino explícito pode ser muito mais eficaz na formação de jovens leitores.

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