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Um estudo recente publicado na revista científica do grupo Nature, a npj Science of Learning, observou repetidamente crianças do 1.º e 2.º anos de escolaridade e verificou, com a ajuda de um sistema de registo dos movimentos dos olhos, que as crianças são distraídas pelas ilustrações colocadas nos livros de histórias, prejudicando assim a sua atenção ao texto. O estudo confirma por este processo um fenómeno já verificado em estudos anteriores: a profusão de ilustrações prejudica a concentração nas palavras, com a consequente perda de treino sequencial de leitura. Finalmente, o estudo mostra que a própria compreensão dos textos fica prejudicada com essa distração.

Os autores, psicólogos experimentais nas universidades de Carnegie-Mellon e de Baltimore, observaram a leitura das crianças (n = 60) em livros vocacionados para esta faixa etária e em versões simplificadas, com as ilustrações despidas dos pormenores secundários. Num estudo de controlo (n = 60), verificaram que não se tratava apenas de as palavras terem um relevo menor. Aumentando o destaque das palavras face a ilustrações, o efeito negativo destas voltou a manifestar-se, não só na distração provocada como na menor compreensão do significado do texto.

Exemplo das páginas utilizadas no estudo, nos diferentes grupos experimentais: a) versão original; b) versão simplificada, apenas com as ilustrações essenciais; c) versão com fundo neutro nas zonas de texto; d) versão em que se destacam as áreas de interesse da página, analisadas pelo sistema de registo do movimento dos olhos (verde: ilustrações relevantes; vermelho: ilustrações secundárias; azul: texto). Todos os materiais do estudo podem ser consultados aqui.

Com pretexto na atratividade dos materiais, muitas vezes acrescentam-se atividades e elementos distractores das mensagens que se pretendem destacar. Dessa forma, acaba por se prejudicar tanto a compreensão dos conhecimentos que se pretendem transmitir como das capacidades, tais como a leitura, que se pretendem desenvolver.

Assim, a intenção inicial acaba por ter o efeito contrário, tornando menos atrativos os próprios textos, na medida em que a sua compreensão fica mais dificultada.

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