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Um estudo recentemente publicado por dois investigadores de universidades da Califórnia, Robert Fairlie e Prashant Loyalka, relata os resultados de duas experiências conduzidas em amostras aleatórias na China e na Rússia englobando um total de 10 mil alunos.  

No caso da China, os investigadores mediram o impacto em crianças de 9 a 13 anos de programas de reforço letivo com dois programas alternativos: o primeiro recorrendo a exercícios de matemática feitos com papel e lápis e o segundo recorrendo aos mesmos exercícios em plataformas digitais. Verificaram que os dois programas tiveram um impacto semelhante, medido em testes estandardizados.  

Na Rússia, mediram o impacto de três programas alternativos com as mesmas tarefas de estudo: o primeiro sem plataformas digitais, o segundo com 45 minutos semanais em plataformas digitais e o terceiro com 90 minutos semanais em plataformas digitais. Verificaram que a utilidade de plataformas digitais decresce quando se aumenta a duração. Ou seja, à medida que mais tempo é dedicado ao estudo com instrumentos digitais a capacidade destes instrumentos para substituir o ensino tradicional diminui.  

Segundo a nota publicada pelos dois investigadores na Nature, “em certa medida, os meios tecnológicos digitais (EdTech) podem ser um substituto do ensino tradicional“, no entanto, “a partir de certa altura há limites para o uso benéfico destes meios.” Na situação atual, o ótimo deverá ser uma combinação de atividades presenciais com o uso remoto de recursos digitais, úteis para reduzir os tempos de contacto na escola. 

Finalmente, os investigadores sublinham que, no estudo remoto, será conveniente “encontrar soluções criativas de ensino remoto que incluam uma combinação de meios tecnológicos com formas mais tradicionais de ensino. Atividades tais como ler livros, fazer experiências em casa e projetos de arte podem ser utilizadas para evitar o uso extenso de tecnologia na instrução remota.” 

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