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Tomar notas em papel parece ser mais eficaz para a aprendizagem, quando comparado com tomar notas em tablets ou telemóveis. Num estudo realizado com universitários japoneses, e acabado de publicar na revista científica Frontiers in Behavioral Neuroscience, os alunos que tomaram notas à mão tiveram um melhor desempenho na recuperação de conhecimentos uma hora mais tarde, além de terem sido mais rápidos a tomar notas.    

Os alunos, divididos em três grupos consoante o suporte em que tomavam notas, tiveram acesso a informação sobre horários, em forma de diálogo, podendo depois fazer anotações e revê-las. Após uma hora, na qual tiveram uma tarefa de interferência, os alunos responderam a uma série de questões. Enquanto os alunos respondiam as perguntas, os autores utilizaram a imagem por ressonância magnética funcional para analisar a atividade cerebral.

Comparando os resultados dos três grupos, depois de controlados os efeitos de familiarização com os meios, os autores concluíram que o processo de tomar notas em papel era mais rápido e que estes alunos recordavam os conhecimentos simples/factuais de forma mais precisa. Durante o processo de recuperação de informação, as ativações das regiões cerebrais que encontraram foram significativamente mais elevadas no grupo que tomou notas à mão. Os investigadores afirmam que a informação tátil e espacial associada à escrita à mão é provavelmente o que conduz a uma melhoria da memória.

Estes resultados robustecem o que vários outros estudos, nomeadamente alguns recentes e já referidos aqui, no site da Iniciativa Educação, têm indicado: há benefícios da escrita à mão e há vantagem nas anotações em papel quando comparadas com as notas tomadas com recurso ao computador, ainda que existam fatores que podem diluir esta superioridade. 

Os autores deste estudo sugerem ainda que tomar notas à mão parece afetar positivamente o desenvolvimento de algumas outras funções cognitivas. Num contexto em que o ensino a distância tem sido preponderante, este assunto tem particular relevância: o uso maioritário de recursos pedagógicos digitais deve ser encarado com algumas cautelas, uma vez que os manuais escolares impressos e do caderno em papel parecem fornecer informação mais rica aos alunos, que poderá ajudar a retenção mais eficaz e a melhor compreensão do material aprendido.

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