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Um novo estudo realizado em universidades dos Estados Unidos concluiu que as duas primeiras semanas de reabertura do ensino superior devem ser consideradas de alto risco para a propagação da COVID-19 no campus e nas comunidades circundantes. Para evitar picos extremos de incidência da doença, é necessário adotar estratégias que previnam o contágio no regresso à atividade letiva.

Um novo estudo estatístico de larga escala publicado na segunda semana de janeiro revela que muitas instituições de ensino superior reabertas em setembro de 2020 sofreram subsequentemente uma onda massiva de infeções por COVID-19. Ao analisar dados diários sobre o número de infeções detetado em universidades e comunidades circundantes, os investigadores concluíram que “as primeiras duas semanas de instrução apresentam um período de alto risco para surtos no campus e que esses surtos se tendem a propagar para as comunidades vizinhas”.

Conjugando um modelo clássico de epidemiologia matemática com uma técnica estatística específica (bayesiana), os investigadores detetaram que cerca de metade das universidades analisadas apresentaram um pico de infeções nas duas primeiras semanas de aula, com picos de incidências de sete dias bem acima de 1.000 por 100.000. Este volume de infeções representa uma ordem de magnitude superior à dos picos nacionais nos Estados Unidos, que foram de 70 e 150 durante a primeira e segunda ondas da pandemia.

Segundo o estudo, embora a maioria das faculdades tenha conseguido reduzir rapidamente o número de novas infeções, muitas não conseguiram controlar a disseminação externa do vírus: em apenas duas semanas, muitos surtos em instituições de ensino superior traduziram-se diretamente em picos de infeção nas comunidades circundantes, como é bem visível nos gráficos apresentados no artigo científico.

Os autores concluem sugerindo “estratégias rigorosas de teste-rastreamento-quarentena, transição flexível para instrução online e, mais importante, conformidade com os regulamentos locais”. Segundo eles, este serão fatores essenciais para reduzir os riscos de contágio na reabertura do ensino superior após a pausa de Natal e Ano Novo.

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