pt
Newsletter

Muito se tem falado sobre a intenção do Governo de reestruturar os ciclos do ensino básico e de integrar os 1.º e 2º ciclos. Mas o que é que a investigação científica nos diz sobre esta questão? Haverá relação entre o desempenho dos alunos e a duração dos ciclos? Caso esta intenção seja concretizada, quais são os desafios que o sistema educativo português tem pela frente? Ouça a análise de João Marôco, professor catedrático, e Nuno Crato, presidente da Iniciativa Educação.

Neste episódio, poderá saber mais sobre:

  • Vantagens e desvantagens da fusão dos 1.º e 2.º ciclos, para professores e alunos;
  • Evolução histórica da organização das escolas, em Portugal;
  • Desafios que a reestruturação dos ciclos do ensino básico traria à organização das escolas.

COM:

João Marôco, Ph.D. (Washington State University 1998), é professor catedrático da Universidade Lusófona e especialista em Estatística e Métodos de Investigação. Consultor do Banco Mundial e da Iniciativa Educação em estatísticas da educação, foi vogal do Conselho Diretivo do IAVE, I.P., onde liderou os estudos de avaliação educativa em larga escala (PISA, TIMSS, PIRLS, ICILS). Com mais de 50 000 citações (Google Scholar H=78, i10=333), integra o top 2% mundial de cientistas mais citados (Stanford/Elsevier). Autor de quatro livros e mais de 450 artigos, ministra palestras globais e colabora com a imprensa portuguesa, sendo uma voz proeminente na avaliação psicométrica e educacional.

Nuno Crato é professor desde 1980. Lecionou no Ensino Secundário e no Instituto Superior de Economia e Gestão, em Lisboa, onde atualmente é catedrático de Matemática e Estatística.

Foi professor e investigador nos Estados Unidos da América, onde trabalhou mais de uma década, e no Centro de Investigação Comunitário JRC, em Itália. Foi ministro da Educação e Ciência entre 2011 e 2015. Durante o seu mandato, a escolaridade obrigatória foi prolongada até ao 12.º ano, o Inglês foi introduzido como disciplina obrigatória do 3.º ao 9.º ano, e o abandono escolar reduziu para metade. Em 2015 Portugal obteve os seus melhores resultados internacionais de sempre, tendo ultrapassado países habitualmente muito bem colocados (como a Finlândia) no TIMSS em Matemática do 4º ano. Tem pugnado por um ensino exigente e rigoroso como forma de fornecer oportunidades de sucesso a todos.  

Receba as nossas novidades e alertas

Acompanhe todas as novidades.
Subscrever